20 de dezembro de 2015

NESTE NATAL COMPRE NOS PEQUENOS COMÉRCIOS

Nesta época do ano muitas pessoas se programam para comprar vários presentes para as comemorações de fim de ano nas empresas e também pelo hábito de se presentear no Natal, isso poderia ser pensado de uma forma diferente se algumas pessoas resolvessem comprar localmente e também em pequenos comércios.
Como a variedade de presentes é bem grande simplesmente pelo hábito de dar presente no Natal podemos utilizar a nossa criatividade ao fazer a escolha por determinado presente que vamos dar e com isso entra o Artesanato popular, as docerias de bairro, as lojas de presente, roupas, calçados alimentos, bebidas enfim uma grande quantidade opções.
Comprando localmente, estamos favorecendo diretamente as pessoas do local em que vivemos e isso cria uma rede de solidariedade e reinvestimentos do lucro no próprio lugar, se não for no bairro pode ser em outro bairro na cidade ou no estado. O importante é sempre que possível consumir localmente, tendo em vista que as grandes redes mercadistas, até chegam as vezes oferecer produtos de preços mais acessíveis, mas uma coisa é certa o lucro dessas empresas que além de sufocarem bons projetos de empreendedorismo local nuca se saberá para onde vai já que normalmente é diluído à acionistas da bolsa de valores,
Hoje por exemplo entrei em uma loja de artesanato na Praia da Pinheira que é um encanto só, um casal de pessoas já entrando pra uma idade mais avançada produzem peças lindíssimas e exclusivas e por um preço bem acessível que pode muito bem servir de presentes nesse Natal. Então para que favorecer a criação de empregos na China se podemos adquirir muitos produtos por substituição de fabricação local?
Acredito que muito ainda possa ser feito para valorizar e incentivar o comércio local, mesmo o SEBRAE tendo criado um dia nacional com essa finalidade que é no mês de outubro, ainda temos todos os demais dias do ano para pensar e agir localmente.
Se no seu bairro tem somente supermercado de grandes redes ao invés de mercados menores mesmo assim consuma localmente pois com certeza eles vão estar empregando vários vizinhos seus e da mesma região que serão consumidores locais de salão de beleza, posto de gasolina, loja de material de construção, produtos alimentícios, produtos de catálogos enfim sempre há uma forma de o consumo local beneficiar pequenos empreendedores.
Então ao fazer suas compras ou dar sugestão de presente procure pensar no assunto quanto à consumir  localmente, todos saem beneficiados.
Grande abraço e boas festas a todos.
Paulo Coelho - 20/12/2015.


                                                       Marinho Arts - Praia da Pinheira - Palhoça - SC - Foto: Sandra Coelho

5 de dezembro de 2015

Vendas e Vendeiros por Edson Osni Ramos - Profº Cebola


Após um longo período sem publicar nada nesse espaço devido a vários compromissos principalmente com o término da minha faculdade onde estou me graduando em História, vou aqui postar esse depoimento sobre as "Vendas e seus Vendeiros" que o Professor Edson Osni Ramos (Cebola) me deu para que eu usasse no meu TCC que teve o seguinte titulo: Vendas e Vendeiros: um estudo sobre o pequeno comércio de Florianópolis período 1960-80.
Achei o texto bem adequado para ser publicado nesse espaço que tem por finalidade falar sobre os pequenos comércios.
Um Abraço a todos.
Paulo Coelho

Vendas
Edson Osni Ramos, membro da Academia São José de Letras.

Ontem, quinta feira da semana da páscoa, estávamos vindo para Rancho Queimado quando passamos em um supermercado, para as compras de última hora: mais uma caixa de cerveja, claro, que “leite de cabra” sempre é necessário, material de limpeza, mais um pouco de carvão, pão e outras coisas mais.
Tudo que pretendíamos comprar tinha à nossa disposição, e pudemos escolher os produtos e colocá-los no carrinho.
Depois, enquanto subíamos a serra, em meio a uma noite de lua belíssima e àquele ambiente de tranquilidade que a gente só encontra quando se está em meio às pessoas que amamos, que nos guiava tal qual a Estrela de David guiou os reis magos em tempos imemoriais, fiquei pensando: “Meu Deus, como era na época em que meus pais eram jovens?”
Claro que não existiam os supermercados, os conglomerados de atendimento ao público de hoje. Para abastecer as populações, dependia-se dos chamados “armazéns de secos e molhados”, que existiam apenas nas grandes cidades. E, no interiorzão, das “vendas” (os nomes variavam: vendas, bolichos, botecos, etc. - Para nós, no litoral de Santa Catarina, eram “vendas” mesmo).
Lembro-me da Ponta de Baixo, em São José, SC, da minha infância.O mundo da pequena comunidade, cheia de olarias de louças de barro e de pescadores artesanais, girava em volta da “venda”. Na realidade, sempre havia mais de uma, mas uma sempre monopolizava as atenções e a clientela. E isso não era apenas em nossa comunidade, era comum em todas as comunidades da época.
Na venda comprava-se o arroz e o feijão, o leite em pó e o café, a farinha de trigo e a de mandioca. O sal e o açúcar. O pão e a felicidade. Pelo menos, assim achávamos!
Na venda ouvíamos as últimas notícias, as novidades, as coisas que estavam ocorrendo no mundo. Na venda sempre havia um aparelho de rádio, que não tinha em todas as casas. Depois, o receptor de TV, uma novidade absoluta na região.
O dono da venda era o senhor acima do bem e do mal, pois as pessoas dependiam de sua benevolência. Comprava-se na “caderneta”, ou seja, a crediário. Nela se anotavam as compras todas, que eram pagas semanalmente, ou mensalmente, dependendo da situação do cliente e/ou do proprietário da “venda”.
A coisa mais nociva que poderia acontecer com uma família da região era ficar “de mal” com o dono da venda.
Lembro-me dos proprietários da venda de nossa comunidade. Da senhora, lembro com carinho, do senhor, não. Achava-o (e ainda acho, embora ele já tenha se ido há muito) um ser arrogante, que se achava superior aos demais. Que tratava mal àqueles dos quais dependia, pois se os clientes migrassem para outro estabelecimento, ele conheceria a ruína, como de fato ocorreu tempos depois.
Mas, dependíamos da venda, dos produtos que ali se encontrassem. E se alguém quisesse algo que não tinha à venda, era tachado de “bobo”, de alguém que queria “aparecer”, desejando algo diferente daquilo que “todos” compravam.
Lembro que a venda era o lugar dos “encontros sociais” dos homens da comunidade. Todos os dias, após faina diária e a chegada em casa, nem sempre amistosa com a esposa e os familiares, o homem da casa jantava e, depois, ia para a“venda”, para “jogar sinuca”, “dominó” ou similar e ficar conversando com os demais. Invariavelmente acompanhado de um “copo de cana”, ou seja, de cachaça (aguardente) que era para “esquentar” ou “refrigerar”, dependendo do clima na ocasião. Somente depois voltavam para casa, para dormir. Já então, muitas vezes, sob efeito de “algo a mais” que fazia com que ficassem mais ou menos tempestuosos em relação aos familiares.
E se não fossem para a venda, fatalmente seriam tachados de “mandados pela mulher”, algo considerado de significado ruim, em relação à maneira de viver da ocasião.
É assim que me lembro das vendas de minha infância, de ambientes necessários à nossa comunidade, mas também de ambientes dirigidos por pessoas que nem sempre eram positivas em relação às pessoas que ali conviviam.
Mas, sejamos coerentes, se não fossem as “vendas” e aos empreendedores que as criavam, as pequenas comunidades de nossa região não teriam condições alguma de sobrevivência, pois estavam completamente órfãos do poder público, sujeitas às próprias carências e dificuldades.




27 de setembro de 2015

VENDAS E VENDEIROS O COMÉRCIO DOS PEQUENOS: PORQUE DEVEMOS INCENTIVAR E DIVULGAR OS PEQUENOS N...

VENDAS E VENDEIROS O COMÉRCIO DOS PEQUENOS: PORQUE DEVEMOS INCENTIVAR E DIVULGAR OS PEQUENOS N...: Já faz muito tempo que eu venho divulgando e comentando sobre os pequenos comércios, e isso ao meu modo de ver deve de ser uma política de ...

PORQUE DEVEMOS INCENTIVAR E DIVULGAR OS PEQUENOS NEGÓCIOS?

Já faz muito tempo que eu venho divulgando e comentando sobre os pequenos comércios, e isso ao meu modo de ver deve de ser uma política de governo também, até porque esses estabelecimentos são responsáveis por um grande número de empregos.
No caso mais específico de Santa Catarina os pequenos comércios são responsáveis por 98% de toda a atividade comercial e gerando um grande número de empregos, isso levado em conta inclusive aquelas pequenas empresas que se estabelecem também junto a centros mais sofisticados de compra como os Shoppings Centers que normalmente estão voltados à um público mais sofisticado.
Eu particularmente procuro incentivar o comércio de Bairro que é onde realmente as pessoas vivem e sendo assim o consumo local acaba beneficiando em primeiro lugar a própria comunidade onde ele está inserido, tendo em vista que gera empregos na comunidade e ainda os lucros acabam sendo reinvestidos direta ou indiretamente na comunidade na própria cadeia de consumo local.
Comércios populares como por exemplo os que ocorrem em feiras livres e eventos além dos tradicionais que já são ofertados nos bairros, são uma boa oportunidade para novos empreendedores começarem novos negócios, desde que tenham um produto confiável e com um preço relativamente justo. Eu pessoalmente tenho acompanhado nas três últimas semanas uma pastelaria que tem banca na Feira no Largo da Alfândega que oferece um produto que com certeza pode competir em termos de qualidade com produtos de grandes redes de Fast Food, mas com certeza para esse tipo de empreendedor deve de ser muito difícil de concorrer com o marketing agressivo dessas mega empresas que aqui se instalam baseadas em processos que já são sucesso no mundo todo como Burger King, Subway e Mac Donalds entre outras.
Consumir localmente é uma questão de cidadania e iguala as oportunidades de empreendedores em relação as grandes redes que aqui se instalam e acabam não deixando praticamente nada de retorno na comunidade até porque os salários são os piores possíveis tendo em vista que executivos muito bem pagos criam uma falsa sensação de progresso e ascenção profissional, coisa que muito raramente venha a existir.
Jovens acabam sendo empregados em Mega redes de Fast Foods como seu primeiro emprego e acabam tendo que cumprir metas inatingíveis de produção e se frustram com os baixos salários pagos por essas organizações e se tornam vítimas da alta rotatividade que imperam nesses ambientes de falsa alegria e satisfação profissional.
Uma forma de comércio de eventos que tem feito e bem frente as grandes redes de alimentação é o fenômeno do Food Truck que nada mais é do que criar uma empresa sobre um caminhão e se organizar com parceiros semelhantes e sair fazendo eventos gastronômicos em diversas cidades, sempre mantendo um clima de novidade.
Então aproveitando o evento que o SEBRAE organiza no próximo dia 05 de outubro, criando uma data nacional para o incentivo e consumo junto aos Pequenos Comércios eu digo que apoio e incentivo essa iniciativa.
Então vamos fazer a diferença e na próxima compra lembrar de um bom pequeno comércio que existe no seu bairro ou cidade e compre dele.


                                                                                     Fotos Sandra Coelho - Pastéis da Dany - Fpolis - 26/09/2015

23 de agosto de 2015

Comprar nos Pequenos Comércios ganha dia Nacional

Engraçado que todos os motivos que eu venho citando aqui nesse espaço demonstrando as vantagens de consumir localmente e principalmente nos pequenos comércios, agora ganha dia nacional promovido pelo SEBRAE e este dia será o dia 05 de outubro de 2015.
Conforme farto material publicitário na mídia e também na internet o incentivo ao consumo local entra em evidência e eu como estudioso e divulgador dessas práticas apoio totalmente essa campanha e hoje vou me restringir a divulgar o link e um recorte da pagina na internet.
Consuma localmente e faça com que o seu bairro  e sua cidade tenha uma melhor qualidade de vida para todos e esse dinheiro não vai para ser dividido entre acionistas de grandes grupos econômicos que normalmente nem são nacionais.

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/sc/noticias/Movimento-Compre-do-Pequeno-inicia-em-05-de-outubro

https://www.youtube.com/watch?v=w1kKmr2tETE

Recorte da página do Sebrae sobre o dia 05/10/2015 que disponibilizo nesse espaço.


Iniciativa do Sebrae incentiva a compra de micro e pequenos negócios para fortalecer a economia

Movimento Compre do Pequeno Negócio será realizado no dia 5 de outubro e visa estimular a população a concentrar o consumo em empresas de micro e pequeno porte
Em uma iniciativa inédita, o Sebrae Nacional lançou nessa quarta-feira, 5 de agosto, o Movimento Compre do Pequeno Negócio, que tem como objetivo estimular a sociedade a consumir produtos e serviços fornecidos por micro e pequenas empresas. A ação é liderada pelo Sebrae Nacional e executada em Santa Catarina pelo Sebrae/SC. Atualmente o Estado possui 400 mil pequenos negócios, entre microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas. Juntos os pequenos negócios são responsáveis por R$62 bilhões do PIB do Estado.
“Há 42 anos, o Sebrae prepara o empreendedor para melhorar a gestão das empresas, para que elas se tornem mais eficientes e atendam melhor os consumidores. Agora é a primeira vez que fazemos um movimento para a sociedade, para que as pessoas percebam que ao comprar do pequeno, elas estão melhorando a sua cidade, gerando empregos e ajudando a economia”, destaca o Diretor Superintendente do Sebrae/SC, Carlos Guilherme Zigelli.
As micro e pequenas empresas são mais de 98% do total de empresas catarinenses, respondem por 35,1% do PIB no Estado e por 46% do total de empregos com carteira assinada – mais de 1 milhão de vagas.
O Movimento Compre do Pequeno Negócio estabeleceu o dia 5 de Outubro como data oficial, por se tratar do dia em que foi instituído o Estatuto da Micro e Pequena Empresa. A ação inclui um hotsite (www.compredopequeno.com.br) que enumera cinco razões para comprar dessas empresas:
1 – É perto da sua casa
2 – É responsável por 52% dos empregos formais
3 – O dinheiro fica no seu bairro
4 – O pequeno negócio desenvolve a comunidade
5 – Comprar do pequeno negócio é um ato transformador
No hotsite, os empreendedores também poderão cadastrar suas empresas para que o consumidor encontre os produtos e serviços que precisa perto de sua casa ou trabalho.
O Sebrae e instituições parceiras vão realizar uma semana de capacitação em todo o Brasil, de 21 a 26 de setembro, para preparar os empresários especialmente para o 5 de Outubro, com palestras, consultorias e orientações sobre controle de custos e atendimento ao cliente, por exemplo.
Para incentivar a participação no Movimento Compre do Pequeno Negócio haverá campanhas na mídia, nas redes sociais e a distribuição de kits gratuitos para que as pequenas empresas sejam facilmente identificadas pelos consumidores. “A expectativa é que o 5 de Outubro se torne uma data em que as pessoas preferencialmente comprem das micro e pequenas empresas e assim colaborem com o crescimento da economia brasileira”, ressalta Guilherme Zigelli. 
Eu apoio o consumo a partir dos pequenos negócios sempre.
Grande abraço,
Paulo Coelho - Florianópolis - SC
www.vendasevendeiros.blogspot.com

9 de agosto de 2015

MERCADO PÚBLICO DE FLORIANÓPOLIS 112 OPORTUNIDADES DE NÉGOCIOS

Nesta semana Florianópolis teve a reinauguração do seu Mercado Público, prédio centenário que já passou por inúmeras reformas mas nenhuma tão grande, custosa e radical quanto a esta. Uma licitação quanto ao uso desse espaço público foi realizada dando novas formas para que os seus boxes fossem utilizados criando alguns serviços a mais e excluindo outros que já tinham em excesso e segundo a Prefeitura Municipal de Florianópolis quando o mercado estiver funcionando plenamente serão 112 boxes oferecendo produtos e serviços dos mais diversos possíveis.
Com este espaço remodelado Florianópolis se insere naquele grupo de cidades que tem um mercado público a altura e necessidades da população pois em um espaço como este além de servir como um tradicional ponto de encontro e referência da cidade, também se torna um bom lugar para fazer negócios e comprar produtos bem específicos como artesanato local e pescados por exemplo.
Bares e restaurantes também foram contemplados e estes conseguem atrair um grande público para visitar, comprar e viver o mercado público e isso faz com que o entorno do mercado também se beneficie pois um grande número de pessoas passa a circular criando um bom circulo de negócios o que pode ser muito bom para vários pequenos empreendedores locais.
Atitudes dessas como a Prefeitura Municipal de Florianópolis realizou são louváveis e devem de ser incentivadas desde que todos os processos sejam os mais transparentes possíveis em toda a sua execução e implantação e pelo menos até o momento eu acredito que a cidade e seus pequenos comerciantes saíram ganhando e muito com este novo espaço de lazer e compras que acaba de ser entregue à comunidade de Florianópolis.



Mercado Público de Florianópolis primeiro fim de semana após a reinauguração.   Fotos Paulo Coelho 08/08/15

1 de agosto de 2015

BUSCH UMA LOJA QUE ATENDE DESDE O BRASIL IMPÉRIO EM FLORIANÓPOLIS

Hoje dia 01 de agosto de 2015, entrei em uma loja do centro de Florianópolis, especializada em produtos como tecidos, artigos para sapateiros, forrações, plásticos e demais produtos para artesanato  armarinhos e afins e ao entrar na loja notei a placa de entrada que diz "Desde 1880", então ao fazer o pagamento do produto comprado perguntei para a senhora do caixa se os atuais proprietários são descendentes dos fundadores e ela me disse que sim e já estão na quinta geração.
Isso para mim soou como música boa nos meus ouvidos pois ver que uma pequena loja no centro de Florianópolis possa estar atendendo desde quando o Brasil ainda era Império realmente me deixou bem feliz pois o comércio é uma paixão para mim e nesse caso a longevidade dessa empresa consegue extrapolar todos os limites de pessimismo que abre e fecha empresas como se fosse uma espécie de jogo qualquer, onde se não der certo começa novamente.
Imagina as mudanças que esta empresa possa ter presenciado em  relação a adaptação e atendimento ao cliente? A funcionária me falou que recentemente teve um evento onde a Prefeitura atribuía a loja como sendo a mais antiga loja em atividade na capital dos catarinenses e lá se vão 135 anos e com certeza isso deve de ser comemorado por aqueles que realmente gostam de pesquisar sobre empresas familiares, seu funcionamento e sua resistência e permanência em um mercado cada vez mais globalizado e impessoal.
Logo abaixo vou anexar um recorte da história dessa loja extraído diretamente do site da empresa na internet sem qualquer interferência de minha parte quanto o texto e imagens. Contudo informo que será de grande interesse meu conversar se possível com os atuais proprietários para entender como com tantas mudanças na forma de fazer comércio e de ofertar produtos, esta empresa conseguiu ser tão longeva.

HISTÓRICO DE BUSCH & CIA LTDA.

Corria o ano de 1880. A Capital da Província de Santa Catarina era pequena e modesta. Bem logo enfrentaria muitos problemas. Porém havia os que, ainda assim, nela acreditavam. Vinham eles de perto ou longe, do Brasil ou países distantes, em busca de uma vida melhor.
Por isso mesmo, para o final daquele ano, mais uma casa de comércio vinha se juntar às que procuravam ampliar o fornecimento de produtos e bens de consumo de todos os tipos aos habitantes da Vila de Nossa Senhora do Desterro.
Era Busch & Cia., firma inaugurada em 13 de outubro pelo imigrante alemão Wilhem “Guilherme” Busch, instalada à Rua Trajano, 12. Trabalhava com calçados, artigos para sapateiros e seleiros e oficina de conserto de sapatos. Já em fins da década de 80 do século XIX, vamos encontrá-la à rua Altino Corrêa, 14 (antiga rua do Comércio) atual rua Conselheiro Mafra, onde permanece até hoje.

Preocupação com o freguês

Atentos a tudo que se passava na capital da província, os proprietários continuavam buscando novas atrações para a freguesia, que se encontrava dentre os mais humildes aos mais representativos do Desterro. E se não há registro dos primeiros anos de atividade de Busch & Cia., já no Diário número 1, de dezembro de 1889( que até hoje a firma conserva) podem-se ver nomes de personalidades na vida comunitária e que logo integrariam, com destaque, a história de Santa Catarina.

Acompanhando a história

Ao longo destes anos a empresa vivenciou acontecimentos importantes no cenário local, nacional e internacional, como a Abolição da Escravatura em 1888, a Proclamação da República em 1889, a primeira guerra mundial de 1914 a 1918, a inauguração da ponte Hercílio Luz em 1926 ( que impulsionou a economia e o comércio insular florianopolitano ), a segunda guerra mundial de 1939 a 1945, e tantos outros que influenciaram e influenciam a economia como um todo







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