22 de janeiro de 2016

FLORIPA CIDADE ÚNICA

Talvez poucas cidades do Brasil tenham tantos atrativos que possam manter uma rede de pequenos comércios ativa o ano todo como Florianópolis, a capital do Estado de Santa Catarina ou simplesmente Floripa como nacionalmente ela é conhecida.
Uma cidade que tem um Centro Histórico ainda bem preservado (poderia estar melhor cuidado), uma grande quantidade de praias belíssimas, um mercado municipal reformado e vários bairros com programações diferenciadas como Sambaqui, Santo Antonio, Lagoa da Conceição, Pântano do Sul, Ribeirão da Ilha, Jurerê e Campeche.
Bons grupos culturais e atividades típicas da Cultura Açoriana que dá para movimentar a cidade o ano todo, um Carnaval razoável na Passarela do Samba e também  público e em locais fechados, uma gastronomia bem diversificada e principalmente baseada em frutos do mar.
Tivemos no ano passado uma Exposição de Arte do pintor Espanhol Miró e este ano teremos uma do pintor Gualdí, isso sem contar os diversos grupos culturais e shows que aqui são realizados anualmente. Já produzimos Cerveja artesanal de boa qualidade o que tem sido um grande mercado para muitas empresas desse tipo.
O que pode ser feito para que Floripa sim se torne uma cidade única? Pois esse é o principal endereço aonde as pessoas pensam e passar férias e também morar, com inúmeras empresas de tecnologia e eventos é bem grande o número de pessoas que trabalham nacionalmente a partir de Floripa.
Acredito que na hora que a cidade se der conta que ela não depende somente do funcionalismo público em todas as suas esferas e procurar criar reais condições de ter um comércio adequado que possa receber bem os que nos visitam e também os que aqui residem teremos sim uma cidade única em termos de oportunidades e negócios.
A Prefeitura de Florianópolis deveria de ser o principal agente de fomento e crescimento da cidade tendo em vista que à ela cabe uma série de responsabilidades que não pode ficar na mão de "cargos de confiança" somente porque são cotas de coligações para eleger pessoas que não estão muito interessadas no destino da cidade.
Podemos sim ver uma cidade com estrutura moderna mas não esquecendo o seu passado, a sua cultura e principalmente a sua gente que é um dos maiores patrimônios de Floripa. Então oportunidade de negócios novos realmente tem bastante em Floripa e a questão é que as pessoas ao criarem um comércio façam uma pequena pesquisa e também se capacitem para tal empreitada.
                                                        Foto: Paulo Coelho - Centro Histórico de Florianópolis Largo da Alfandega

Eu acredito que Floripa cuidando bem de seus recursos naturais possa ser essa cidade, mas para isso vai ter que ter muita conscientização por parte de muita gente e principalmente da Prefeitura e os empresários voltados a construção civil para que façam projetos ambientalmente e ecologicamente sustentáveis.
Grande abraço a todos Paulo Coelho 22 de janeiro de 2016.




12 de janeiro de 2016

MARKETING AS AVESSAS

Hoje a Prefeitura Municipal de Florianópolis realizou uma verdadeira ação de Marketing as Avessas pois em plena temporada de verão e com a cidade repleta de turistas nacionais e estrangeiros simplesmente fechou a foz de um Rio em Canasvieiras, um dos balneários mais visitados da ilha devido ao alto índice de esgoto que nele corria.
Não fazem a fiscalização devida, durante o ano todo e também não investem em estações regionalizadas de tratamento de esgoto o que favorece as ligações clandestinas e com isso fica sobrecarregado todo e qualquer sistema de coleta de esgoto.
A muito tempo que a nossa cidade é negligenciada em questões que poderiam ser resolvidas de uma forma mais prática e ágil porém a tríade Prefeitura, Casan e Fatma não se entendem e fica aquele eterno jogo de empurra para ver quem é o ultimo a não fazer nada.
É uma pena que meses antes do verão os órgãos públicos gastem milhões de reais para atrair visitantes para a cidade o que seria muito bom para toda a cadeia do comércio aqui instalada se beneficiar de um grande fluxo de pessoas que para cá vem conhecer as nossas belezas naturais, porém na pratica não é isso que acontece.
Uma grande variedade de pequenos e médios comércios esperam ansiosamente esse período para poderem faturar um pouco mais mas na prática não é isso que ocorre pois em um ano falta água e chegou se a ver cenas em jornais locais que acabam virando notícia nacional de hóspedes pegando água em baldes na piscina para colocar em vasos sanitários, e nesse ano o problema foi outro mas não muito menos complicado que é o fato de um Rio que desemboca na praia estar completamente contaminado por cloriformes fecais que chegou ao ponto de ser fechado em sua saída para o mar.
Acredito que a nossa cidade ainda vai ter muito do que aprender para realmente ser uma cidade turística em em sua essência;
Grande abraço a todos e que tenhamos uma Floripa melhor.
Paulo Coelho
Foto de Canasvieiras em 12/01/16 Diário  Catarinense - DC

31 de dezembro de 2015

ANO NOVO COM GRANDES EVENTOS, ISSO É BOM PARA OS PEQUENOS COMÉRCIOS

Estamos apagando as luzes de 2015 e para muitos foi um ano conturbado financeiramente, desemprego e crise das mais diversas ordens política, administrativa e social.
Devemos aproveitar as boas experiências de 2015 e melhorá-las em 2016 já que neste ano teremos no Brasil, mais especificamente na cidade do Rio de Janeiro um evento de proporções mundiais que é as Olimpíadas e com isso milhões de pessoas se deslocarão pelo país e isso pode e com certeza vai gerar boas oportunidades de negócios para praticamente todas as atividades comerciais.
Além das Olimpíadas teremos também uma eleição que será definida na cidade de cada um ou seja no município e novamente teremos também boas oportunidades de negócios quer sejam na área de eventos ou mesmo de materiais de divulgação e isso não pode deixar de ser levado em conta.
Então que venha 2016 e com ele bons negócios para todos e principalmente aos pequenos comércios pois é lá que a comunidade convive e compra.
Grande abraço a todos.
Paulo Coelho

20 de dezembro de 2015

NESTE NATAL COMPRE NOS PEQUENOS COMÉRCIOS

Nesta época do ano muitas pessoas se programam para comprar vários presentes para as comemorações de fim de ano nas empresas e também pelo hábito de se presentear no Natal, isso poderia ser pensado de uma forma diferente se algumas pessoas resolvessem comprar localmente e também em pequenos comércios.
Como a variedade de presentes é bem grande simplesmente pelo hábito de dar presente no Natal podemos utilizar a nossa criatividade ao fazer a escolha por determinado presente que vamos dar e com isso entra o Artesanato popular, as docerias de bairro, as lojas de presente, roupas, calçados alimentos, bebidas enfim uma grande quantidade opções.
Comprando localmente, estamos favorecendo diretamente as pessoas do local em que vivemos e isso cria uma rede de solidariedade e reinvestimentos do lucro no próprio lugar, se não for no bairro pode ser em outro bairro na cidade ou no estado. O importante é sempre que possível consumir localmente, tendo em vista que as grandes redes mercadistas, até chegam as vezes oferecer produtos de preços mais acessíveis, mas uma coisa é certa o lucro dessas empresas que além de sufocarem bons projetos de empreendedorismo local nuca se saberá para onde vai já que normalmente é diluído à acionistas da bolsa de valores,
Hoje por exemplo entrei em uma loja de artesanato na Praia da Pinheira que é um encanto só, um casal de pessoas já entrando pra uma idade mais avançada produzem peças lindíssimas e exclusivas e por um preço bem acessível que pode muito bem servir de presentes nesse Natal. Então para que favorecer a criação de empregos na China se podemos adquirir muitos produtos por substituição de fabricação local?
Acredito que muito ainda possa ser feito para valorizar e incentivar o comércio local, mesmo o SEBRAE tendo criado um dia nacional com essa finalidade que é no mês de outubro, ainda temos todos os demais dias do ano para pensar e agir localmente.
Se no seu bairro tem somente supermercado de grandes redes ao invés de mercados menores mesmo assim consuma localmente pois com certeza eles vão estar empregando vários vizinhos seus e da mesma região que serão consumidores locais de salão de beleza, posto de gasolina, loja de material de construção, produtos alimentícios, produtos de catálogos enfim sempre há uma forma de o consumo local beneficiar pequenos empreendedores.
Então ao fazer suas compras ou dar sugestão de presente procure pensar no assunto quanto à consumir  localmente, todos saem beneficiados.
Grande abraço e boas festas a todos.
Paulo Coelho - 20/12/2015.


                                                       Marinho Arts - Praia da Pinheira - Palhoça - SC - Foto: Sandra Coelho

5 de dezembro de 2015

Vendas e Vendeiros por Edson Osni Ramos - Profº Cebola


Após um longo período sem publicar nada nesse espaço devido a vários compromissos principalmente com o término da minha faculdade onde estou me graduando em História, vou aqui postar esse depoimento sobre as "Vendas e seus Vendeiros" que o Professor Edson Osni Ramos (Cebola) me deu para que eu usasse no meu TCC que teve o seguinte titulo: Vendas e Vendeiros: um estudo sobre o pequeno comércio de Florianópolis período 1960-80.
Achei o texto bem adequado para ser publicado nesse espaço que tem por finalidade falar sobre os pequenos comércios.
Um Abraço a todos.
Paulo Coelho

Vendas
Edson Osni Ramos, membro da Academia São José de Letras.

Ontem, quinta feira da semana da páscoa, estávamos vindo para Rancho Queimado quando passamos em um supermercado, para as compras de última hora: mais uma caixa de cerveja, claro, que “leite de cabra” sempre é necessário, material de limpeza, mais um pouco de carvão, pão e outras coisas mais.
Tudo que pretendíamos comprar tinha à nossa disposição, e pudemos escolher os produtos e colocá-los no carrinho.
Depois, enquanto subíamos a serra, em meio a uma noite de lua belíssima e àquele ambiente de tranquilidade que a gente só encontra quando se está em meio às pessoas que amamos, que nos guiava tal qual a Estrela de David guiou os reis magos em tempos imemoriais, fiquei pensando: “Meu Deus, como era na época em que meus pais eram jovens?”
Claro que não existiam os supermercados, os conglomerados de atendimento ao público de hoje. Para abastecer as populações, dependia-se dos chamados “armazéns de secos e molhados”, que existiam apenas nas grandes cidades. E, no interiorzão, das “vendas” (os nomes variavam: vendas, bolichos, botecos, etc. - Para nós, no litoral de Santa Catarina, eram “vendas” mesmo).
Lembro-me da Ponta de Baixo, em São José, SC, da minha infância.O mundo da pequena comunidade, cheia de olarias de louças de barro e de pescadores artesanais, girava em volta da “venda”. Na realidade, sempre havia mais de uma, mas uma sempre monopolizava as atenções e a clientela. E isso não era apenas em nossa comunidade, era comum em todas as comunidades da época.
Na venda comprava-se o arroz e o feijão, o leite em pó e o café, a farinha de trigo e a de mandioca. O sal e o açúcar. O pão e a felicidade. Pelo menos, assim achávamos!
Na venda ouvíamos as últimas notícias, as novidades, as coisas que estavam ocorrendo no mundo. Na venda sempre havia um aparelho de rádio, que não tinha em todas as casas. Depois, o receptor de TV, uma novidade absoluta na região.
O dono da venda era o senhor acima do bem e do mal, pois as pessoas dependiam de sua benevolência. Comprava-se na “caderneta”, ou seja, a crediário. Nela se anotavam as compras todas, que eram pagas semanalmente, ou mensalmente, dependendo da situação do cliente e/ou do proprietário da “venda”.
A coisa mais nociva que poderia acontecer com uma família da região era ficar “de mal” com o dono da venda.
Lembro-me dos proprietários da venda de nossa comunidade. Da senhora, lembro com carinho, do senhor, não. Achava-o (e ainda acho, embora ele já tenha se ido há muito) um ser arrogante, que se achava superior aos demais. Que tratava mal àqueles dos quais dependia, pois se os clientes migrassem para outro estabelecimento, ele conheceria a ruína, como de fato ocorreu tempos depois.
Mas, dependíamos da venda, dos produtos que ali se encontrassem. E se alguém quisesse algo que não tinha à venda, era tachado de “bobo”, de alguém que queria “aparecer”, desejando algo diferente daquilo que “todos” compravam.
Lembro que a venda era o lugar dos “encontros sociais” dos homens da comunidade. Todos os dias, após faina diária e a chegada em casa, nem sempre amistosa com a esposa e os familiares, o homem da casa jantava e, depois, ia para a“venda”, para “jogar sinuca”, “dominó” ou similar e ficar conversando com os demais. Invariavelmente acompanhado de um “copo de cana”, ou seja, de cachaça (aguardente) que era para “esquentar” ou “refrigerar”, dependendo do clima na ocasião. Somente depois voltavam para casa, para dormir. Já então, muitas vezes, sob efeito de “algo a mais” que fazia com que ficassem mais ou menos tempestuosos em relação aos familiares.
E se não fossem para a venda, fatalmente seriam tachados de “mandados pela mulher”, algo considerado de significado ruim, em relação à maneira de viver da ocasião.
É assim que me lembro das vendas de minha infância, de ambientes necessários à nossa comunidade, mas também de ambientes dirigidos por pessoas que nem sempre eram positivas em relação às pessoas que ali conviviam.
Mas, sejamos coerentes, se não fossem as “vendas” e aos empreendedores que as criavam, as pequenas comunidades de nossa região não teriam condições alguma de sobrevivência, pois estavam completamente órfãos do poder público, sujeitas às próprias carências e dificuldades.




27 de setembro de 2015

VENDAS E VENDEIROS O COMÉRCIO DOS PEQUENOS: PORQUE DEVEMOS INCENTIVAR E DIVULGAR OS PEQUENOS N...

VENDAS E VENDEIROS O COMÉRCIO DOS PEQUENOS: PORQUE DEVEMOS INCENTIVAR E DIVULGAR OS PEQUENOS N...: Já faz muito tempo que eu venho divulgando e comentando sobre os pequenos comércios, e isso ao meu modo de ver deve de ser uma política de ...

PORQUE DEVEMOS INCENTIVAR E DIVULGAR OS PEQUENOS NEGÓCIOS?

Já faz muito tempo que eu venho divulgando e comentando sobre os pequenos comércios, e isso ao meu modo de ver deve de ser uma política de governo também, até porque esses estabelecimentos são responsáveis por um grande número de empregos.
No caso mais específico de Santa Catarina os pequenos comércios são responsáveis por 98% de toda a atividade comercial e gerando um grande número de empregos, isso levado em conta inclusive aquelas pequenas empresas que se estabelecem também junto a centros mais sofisticados de compra como os Shoppings Centers que normalmente estão voltados à um público mais sofisticado.
Eu particularmente procuro incentivar o comércio de Bairro que é onde realmente as pessoas vivem e sendo assim o consumo local acaba beneficiando em primeiro lugar a própria comunidade onde ele está inserido, tendo em vista que gera empregos na comunidade e ainda os lucros acabam sendo reinvestidos direta ou indiretamente na comunidade na própria cadeia de consumo local.
Comércios populares como por exemplo os que ocorrem em feiras livres e eventos além dos tradicionais que já são ofertados nos bairros, são uma boa oportunidade para novos empreendedores começarem novos negócios, desde que tenham um produto confiável e com um preço relativamente justo. Eu pessoalmente tenho acompanhado nas três últimas semanas uma pastelaria que tem banca na Feira no Largo da Alfândega que oferece um produto que com certeza pode competir em termos de qualidade com produtos de grandes redes de Fast Food, mas com certeza para esse tipo de empreendedor deve de ser muito difícil de concorrer com o marketing agressivo dessas mega empresas que aqui se instalam baseadas em processos que já são sucesso no mundo todo como Burger King, Subway e Mac Donalds entre outras.
Consumir localmente é uma questão de cidadania e iguala as oportunidades de empreendedores em relação as grandes redes que aqui se instalam e acabam não deixando praticamente nada de retorno na comunidade até porque os salários são os piores possíveis tendo em vista que executivos muito bem pagos criam uma falsa sensação de progresso e ascenção profissional, coisa que muito raramente venha a existir.
Jovens acabam sendo empregados em Mega redes de Fast Foods como seu primeiro emprego e acabam tendo que cumprir metas inatingíveis de produção e se frustram com os baixos salários pagos por essas organizações e se tornam vítimas da alta rotatividade que imperam nesses ambientes de falsa alegria e satisfação profissional.
Uma forma de comércio de eventos que tem feito e bem frente as grandes redes de alimentação é o fenômeno do Food Truck que nada mais é do que criar uma empresa sobre um caminhão e se organizar com parceiros semelhantes e sair fazendo eventos gastronômicos em diversas cidades, sempre mantendo um clima de novidade.
Então aproveitando o evento que o SEBRAE organiza no próximo dia 05 de outubro, criando uma data nacional para o incentivo e consumo junto aos Pequenos Comércios eu digo que apoio e incentivo essa iniciativa.
Então vamos fazer a diferença e na próxima compra lembrar de um bom pequeno comércio que existe no seu bairro ou cidade e compre dele.


                                                                                     Fotos Sandra Coelho - Pastéis da Dany - Fpolis - 26/09/2015