23 de agosto de 2015

Comprar nos Pequenos Comércios ganha dia Nacional

Engraçado que todos os motivos que eu venho citando aqui nesse espaço demonstrando as vantagens de consumir localmente e principalmente nos pequenos comércios, agora ganha dia nacional promovido pelo SEBRAE e este dia será o dia 05 de outubro de 2015.
Conforme farto material publicitário na mídia e também na internet o incentivo ao consumo local entra em evidência e eu como estudioso e divulgador dessas práticas apoio totalmente essa campanha e hoje vou me restringir a divulgar o link e um recorte da pagina na internet.
Consuma localmente e faça com que o seu bairro  e sua cidade tenha uma melhor qualidade de vida para todos e esse dinheiro não vai para ser dividido entre acionistas de grandes grupos econômicos que normalmente nem são nacionais.

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/sc/noticias/Movimento-Compre-do-Pequeno-inicia-em-05-de-outubro

https://www.youtube.com/watch?v=w1kKmr2tETE

Recorte da página do Sebrae sobre o dia 05/10/2015 que disponibilizo nesse espaço.


Iniciativa do Sebrae incentiva a compra de micro e pequenos negócios para fortalecer a economia

Movimento Compre do Pequeno Negócio será realizado no dia 5 de outubro e visa estimular a população a concentrar o consumo em empresas de micro e pequeno porte
Em uma iniciativa inédita, o Sebrae Nacional lançou nessa quarta-feira, 5 de agosto, o Movimento Compre do Pequeno Negócio, que tem como objetivo estimular a sociedade a consumir produtos e serviços fornecidos por micro e pequenas empresas. A ação é liderada pelo Sebrae Nacional e executada em Santa Catarina pelo Sebrae/SC. Atualmente o Estado possui 400 mil pequenos negócios, entre microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas. Juntos os pequenos negócios são responsáveis por R$62 bilhões do PIB do Estado.
“Há 42 anos, o Sebrae prepara o empreendedor para melhorar a gestão das empresas, para que elas se tornem mais eficientes e atendam melhor os consumidores. Agora é a primeira vez que fazemos um movimento para a sociedade, para que as pessoas percebam que ao comprar do pequeno, elas estão melhorando a sua cidade, gerando empregos e ajudando a economia”, destaca o Diretor Superintendente do Sebrae/SC, Carlos Guilherme Zigelli.
As micro e pequenas empresas são mais de 98% do total de empresas catarinenses, respondem por 35,1% do PIB no Estado e por 46% do total de empregos com carteira assinada – mais de 1 milhão de vagas.
O Movimento Compre do Pequeno Negócio estabeleceu o dia 5 de Outubro como data oficial, por se tratar do dia em que foi instituído o Estatuto da Micro e Pequena Empresa. A ação inclui um hotsite (www.compredopequeno.com.br) que enumera cinco razões para comprar dessas empresas:
1 – É perto da sua casa
2 – É responsável por 52% dos empregos formais
3 – O dinheiro fica no seu bairro
4 – O pequeno negócio desenvolve a comunidade
5 – Comprar do pequeno negócio é um ato transformador
No hotsite, os empreendedores também poderão cadastrar suas empresas para que o consumidor encontre os produtos e serviços que precisa perto de sua casa ou trabalho.
O Sebrae e instituições parceiras vão realizar uma semana de capacitação em todo o Brasil, de 21 a 26 de setembro, para preparar os empresários especialmente para o 5 de Outubro, com palestras, consultorias e orientações sobre controle de custos e atendimento ao cliente, por exemplo.
Para incentivar a participação no Movimento Compre do Pequeno Negócio haverá campanhas na mídia, nas redes sociais e a distribuição de kits gratuitos para que as pequenas empresas sejam facilmente identificadas pelos consumidores. “A expectativa é que o 5 de Outubro se torne uma data em que as pessoas preferencialmente comprem das micro e pequenas empresas e assim colaborem com o crescimento da economia brasileira”, ressalta Guilherme Zigelli. 
Eu apoio o consumo a partir dos pequenos negócios sempre.
Grande abraço,
Paulo Coelho - Florianópolis - SC
www.vendasevendeiros.blogspot.com

9 de agosto de 2015

MERCADO PÚBLICO DE FLORIANÓPOLIS 112 OPORTUNIDADES DE NÉGOCIOS

Nesta semana Florianópolis teve a reinauguração do seu Mercado Público, prédio centenário que já passou por inúmeras reformas mas nenhuma tão grande, custosa e radical quanto a esta. Uma licitação quanto ao uso desse espaço público foi realizada dando novas formas para que os seus boxes fossem utilizados criando alguns serviços a mais e excluindo outros que já tinham em excesso e segundo a Prefeitura Municipal de Florianópolis quando o mercado estiver funcionando plenamente serão 112 boxes oferecendo produtos e serviços dos mais diversos possíveis.
Com este espaço remodelado Florianópolis se insere naquele grupo de cidades que tem um mercado público a altura e necessidades da população pois em um espaço como este além de servir como um tradicional ponto de encontro e referência da cidade, também se torna um bom lugar para fazer negócios e comprar produtos bem específicos como artesanato local e pescados por exemplo.
Bares e restaurantes também foram contemplados e estes conseguem atrair um grande público para visitar, comprar e viver o mercado público e isso faz com que o entorno do mercado também se beneficie pois um grande número de pessoas passa a circular criando um bom circulo de negócios o que pode ser muito bom para vários pequenos empreendedores locais.
Atitudes dessas como a Prefeitura Municipal de Florianópolis realizou são louváveis e devem de ser incentivadas desde que todos os processos sejam os mais transparentes possíveis em toda a sua execução e implantação e pelo menos até o momento eu acredito que a cidade e seus pequenos comerciantes saíram ganhando e muito com este novo espaço de lazer e compras que acaba de ser entregue à comunidade de Florianópolis.



Mercado Público de Florianópolis primeiro fim de semana após a reinauguração.   Fotos Paulo Coelho 08/08/15

1 de agosto de 2015

BUSCH UMA LOJA QUE ATENDE DESDE O BRASIL IMPÉRIO EM FLORIANÓPOLIS

Hoje dia 01 de agosto de 2015, entrei em uma loja do centro de Florianópolis, especializada em produtos como tecidos, artigos para sapateiros, forrações, plásticos e demais produtos para artesanato  armarinhos e afins e ao entrar na loja notei a placa de entrada que diz "Desde 1880", então ao fazer o pagamento do produto comprado perguntei para a senhora do caixa se os atuais proprietários são descendentes dos fundadores e ela me disse que sim e já estão na quinta geração.
Isso para mim soou como música boa nos meus ouvidos pois ver que uma pequena loja no centro de Florianópolis possa estar atendendo desde quando o Brasil ainda era Império realmente me deixou bem feliz pois o comércio é uma paixão para mim e nesse caso a longevidade dessa empresa consegue extrapolar todos os limites de pessimismo que abre e fecha empresas como se fosse uma espécie de jogo qualquer, onde se não der certo começa novamente.
Imagina as mudanças que esta empresa possa ter presenciado em  relação a adaptação e atendimento ao cliente? A funcionária me falou que recentemente teve um evento onde a Prefeitura atribuía a loja como sendo a mais antiga loja em atividade na capital dos catarinenses e lá se vão 135 anos e com certeza isso deve de ser comemorado por aqueles que realmente gostam de pesquisar sobre empresas familiares, seu funcionamento e sua resistência e permanência em um mercado cada vez mais globalizado e impessoal.
Logo abaixo vou anexar um recorte da história dessa loja extraído diretamente do site da empresa na internet sem qualquer interferência de minha parte quanto o texto e imagens. Contudo informo que será de grande interesse meu conversar se possível com os atuais proprietários para entender como com tantas mudanças na forma de fazer comércio e de ofertar produtos, esta empresa conseguiu ser tão longeva.

HISTÓRICO DE BUSCH & CIA LTDA.

Corria o ano de 1880. A Capital da Província de Santa Catarina era pequena e modesta. Bem logo enfrentaria muitos problemas. Porém havia os que, ainda assim, nela acreditavam. Vinham eles de perto ou longe, do Brasil ou países distantes, em busca de uma vida melhor.
Por isso mesmo, para o final daquele ano, mais uma casa de comércio vinha se juntar às que procuravam ampliar o fornecimento de produtos e bens de consumo de todos os tipos aos habitantes da Vila de Nossa Senhora do Desterro.
Era Busch & Cia., firma inaugurada em 13 de outubro pelo imigrante alemão Wilhem “Guilherme” Busch, instalada à Rua Trajano, 12. Trabalhava com calçados, artigos para sapateiros e seleiros e oficina de conserto de sapatos. Já em fins da década de 80 do século XIX, vamos encontrá-la à rua Altino Corrêa, 14 (antiga rua do Comércio) atual rua Conselheiro Mafra, onde permanece até hoje.

Preocupação com o freguês

Atentos a tudo que se passava na capital da província, os proprietários continuavam buscando novas atrações para a freguesia, que se encontrava dentre os mais humildes aos mais representativos do Desterro. E se não há registro dos primeiros anos de atividade de Busch & Cia., já no Diário número 1, de dezembro de 1889( que até hoje a firma conserva) podem-se ver nomes de personalidades na vida comunitária e que logo integrariam, com destaque, a história de Santa Catarina.

Acompanhando a história

Ao longo destes anos a empresa vivenciou acontecimentos importantes no cenário local, nacional e internacional, como a Abolição da Escravatura em 1888, a Proclamação da República em 1889, a primeira guerra mundial de 1914 a 1918, a inauguração da ponte Hercílio Luz em 1926 ( que impulsionou a economia e o comércio insular florianopolitano ), a segunda guerra mundial de 1939 a 1945, e tantos outros que influenciaram e influenciam a economia como um todo







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25 de julho de 2015

FEIRA LIVRE OU SIMPLESMENTE FAZER A FEIRA

O tema que vou comentar hoje neste espaço são as feiras livres que durante séculos vem sendo um lugar de sociabilidade e de comércio, acredito que se tiver são muito poucas cidades no mundo que não  tenham alguma feira livre. Nas feiras podemos comprar uma grande variedade de produtos para as nossas mais diversas necessidades, mas as mais comuns são as voltadas aos gêneros alimentícios principalmente frutas e derivados de carne e também as voltadas ao artesanato de origem manual mas tem também aquelas que simplesmente revendem produtos manufaturados industrialmente.
Ir a feira é um ato de resistência as imposições do comércio com suas evoluções e tecnologias e regimes de embalagens sofisticadas pois na feira você compra somente a quantidade que quer do produto e pode voltar quase que todo dia ou toda a semana conforme seus hábitos de consumo.
Na feira vemos produtos expostos e vendidos a granel, como a quantidade que o feirante consegue trazer e devido a variedade de produtos à ser ofertado as vezes é grande então acabamos comprando produtos com uma boa qualidade e como diria a maioria das donas de casa que vão a feira são sempre "fresquinhos" e sem contar que alguns produtos somente encontramos na feira.
Hoje muitas feiras alocadas em centros urbanos perderam um pouco das características que em diversos livros são relatadas desde a idade média ou mais antigo ainda, conforme a linha de produtos oferecidos como derivados de carne já são obrigatórios balcões refrigerados para manter a qualidade sanitária desses produtos mas nem sempre foi assim.
Não mais que um século atrás em Paris ainda se comprava carne na feira embrulhada em jornal assim como hoje ainda é feito com o peixe e outros produtos laváveis. O feirante deve de cumprir com todas as regras que a municipalidade ou qualquer outro órgão regulador venha a exigir mas mesmo assim vai continuar sendo um negociante que por mais que a sociedade mude, ele vai ofertar produtos com qualidade mantendo uma tradição do comércio ao longo da história da humanidade.
Hoje mesmo dia 25 de julho de 2015 em pleno século XXI, quando fui a feira ainda estava observando a forma como são distribuídos os produtos nas mais diversas barracas que são permitidas pela Prefeitura Municipal de Florianópolis no Largo da Alfandega, e realmente é um encanto para os olhos pois as cores sobrepostas formam um conjunto simplesmente lindo de se ver.
Culturalmente as feiras são bens imateriais das cidades onde elas são montadas pois servem de referência geográfica, referência histórica e também demonstram que essa atividade pode conviver e bem com grandes redes mercadistas ou comércio eletrônico onde as entregas são efetuadas por deliveri ou seja compra pela internet e recebe em casa o produto. Mesmo com todas essas facilidades como explicar a resistência e preferência pelas feiras ainda?


                                                                           Fotos abaixo Feira em Florianópolis - SC 25/07/2015 Fotos Paulo Coelho






Sempre que possível dê preferência á esse tipo de comércio pois assim além de continuar uma tradição da nossa sociedade ainda estamos garantindo que inúmeros pequenos produtores tenham condições de se manterem no campo produzindo os principais itens que serão comercializados nas feiras e isso gera um círculo vicioso do bem para as comunidades ao qual estes estão inseridos.

18 de julho de 2015

PEQUENAS CERVEJARIAS UM BOM LUGAR PARA LAZER E NEGÓCIOS

Uma nova modalidade de comércio tem ganhado a simpatia de muitos adeptos de uma boa cerveja e também de um lugar para comer, beber e simplesmente conversar com os amigos. Estou falando das Micro e Pequenas cervejarias que tem se espalhado pelo Brasil e principalmente em Santa Catarina, que já tem até um roteiro turístico no Vale do Itajaí onde são visitadas diversas  cervejarias.
Normalmente esses estabelecimentos tem um complexo de bar e restaurante para que os visitantes além de poderem visualizar parte do processo de produção e os equipamentos utilizados também tenham um local bem adequado para convívio.
Toda a estrutura que as Mega Cervejarias montam de mídia e incentivo ao consumo de seus produtos simplesmente se torna insignificante quando podemos ter o prazer de consumir um produto artesanal de boa qualidade e ainda falar com os proprietários e também produtores da cerveja, e isso seria completamente impossível com essas empresas transnacionais onde os donos são bancos e grandes especuladores do mercado financeiro que somente visam a rentabilidade e o lucro a qualquer preço.
É uma pena que quando alguma dessas começa a ganhar mercado frente a esses grandes grupos logo são compradas e absorvidas na sua estrutura de negócios como no caso da Eisenbahn de Blumenau SC, que foi comprada pela SCHIN que foi comprada pela mega empresa japonesa Kirin. Assim segue o rumo dos pequenos comércios que acabam dando certo e atraindo a cobiça dos especuladores do mercado de capitais loucos por encontrar uma boa presa para adquirir e aumentar os seus lucros.
No final do ano passado eu estive na cidade de Treze Tílias - SC e tive o prazer de visitar além da cidade toda, também fui na Cervejaria Bierbaum e fiquem encantado com o que me foi apresentado em termos de estrutura tanto para comer, beber e olhar. Está aí um local que recomendo para todos aqueles que forem a esta simpática cidade de colonização austríaca.

                                                                                     Cervejaria Bierbaum em Treze Tílias - SC  - Foto Paulo Coelho
                                              Estande Eisenbahn Oktoberfest 2014 Foto Paulo Coelho
                                         Estande Cervejaria Wunder Bier Oktoberfest 2014 - Foto Paulo Coelho

6 de julho de 2015

MARKETING PARA OS PEQUENOS COMÉRCIOS

As vezes anunciar pode ser a solução para boas vendas, mas os pequenos comércios que normalmente não tem uma estrutura de marketing por trás de seus negócios precisam entrar em uma espécie de acordo na hora de utilizar espaços cada vez menores para muitos se anunciarem ao mesmo tempo.
Ao invés de cada um colocar uma placa de qualquer tamanho, inclusive as vezes uma sobrepondo a outra quem sabe fazer um quadro onde seria inserido várias plaquinhas indicativas sobre o que tem em determinada galeria,  e junto um número de contato.
A foto abaixo representa um grande aglomerado de placas publicitárias em uma galeria de Florianópolis que poderia com um pouco de criatividade ter sua aparência um pouco melhorada.
                                                   Foto : Paulo Coelho - Galeria Rua Deodoro.

5 de julho de 2015

COMÉRCIO NO CENTRO HISTÓRICO DE FLORIANÓPOLIS

O comércio de Florianópolis, tem algumas peculiaridades que somente nos damos conta quando vamos visitar, como por exemplo ruas com comércios específicos como a rua Conselheiro Mafra que tem como seu forte atrativo, lojas mais voltadas ao consumo popular, já a Felipe Schmidt com seu calçadão já atende uma clientela um pouco mais diferenciada.
Agora a Rua Vidal Ramos que sofreu uma forte intervenção de melhorias junto com a padronização das placas de propaganda e também com bancos (para sentar mesmo) e cafés a céu aberto mais parece um Shopping ao ar livre. Como ficou linda aquela rua e a quantidade de pequenos comércios que lá tem, me faz pensar e acreditar que não precisamos de prédios sofisticados com dezenas de escadas rolantes para podermos fazer compras de uma forma moderna.
Acredito que os Shoppings Centers devam de ser repensados para manter um fluxo constante de pessoas em seus espaços super planejados com temperatura sempre igual e isolamento acústico perfeito. Eu tenho observado que em muitos locais desses a rotatividade de lojas é muito grande e também uma grande quantidade de lojas fechadas e em um Shopping mais específico corredores inteiros de lojas que já fecharam suas portas, com  isso a economia de pequenos empreendedores que foram induzidos à comprar ou alugar locais nesses estabelecimentos simplesmente evapora e nem sempre é por falta de planejamento ou entender do  negócio e sim acreditar que tudo em um só lugara atrai mais pessoas e com isso venderia mais.
Em vários locas do Brasil e do mundo tem se voltado par ao comércio local no próprio bairro ou muito próximo dele tem sido bastante valorizado. Me encanta aos olhos ao passar por um determinado bairro ou rua e notar varias portinhas abertas e ver que ali tem um dois ou mais empregos de pessoas que acreditam no comércio de uma forma mais intimista e personalizada coisa que os Shoppings Centers com suas lojas "Ancoras" não conseguem fornecer pois a rotatividade conforme já citada é enorme.
Deixo claro que não sou contra os Shoppings Centers, somente não acredito no seu modo de formatação e segmentação de público a longo prazo.
Eu acredito que os pequenos comércios melhoram as condições dos bairros pois o lucro acaba sendo reinvestido no próprio lugar quando um passa a comprar do outro e isso traz benefícios para todos.







Fotos de Paulo Coelho. Comércios no Centro Histórico de Florianópolis.