30 de abril de 2016

COMIDAS TÍPICAS DE SC NA ROTA DA EXTINÇÃO

Cada vez mais eu tenho procurado me interar do recado que os cientistas, biólogos e agrônomos vem dado a muito tempo, e isso é muito grave e vai alterar alguns modos de vida que já vem desde a muito tempo.
Produtos como o Butiá uma espécie de coquinho que dá em uma palmeira muito comum aqui no Sul do Brasil e responsável por uma cadeia grande de pequenos negócios que o utilizam desde para fazer suco, sorvete, geleias, licor e várias outras utilidades como simplesmente colocar na cachaça e deixar envelhecer por um período para depois obter um produto único.(esse eu mesmo faço pois criei um rótulo próprio quando estava na faculdade de História).
  

                                                                            Cacho de Butiá - Foto: Paulo Coelho - Pinheira - Palhoça - SC

O Berbigão uma espécie de molusco que dá em todo o Atlântico Sul mas depende da preservação dos mangues para sua procriação. O Berbigão nas comunidades de cultura açoriana principalmente de Santa Catarina é largamente utilizado na culinária local e principalmente no Pastel de Berbigão tão comum em vários estabelecimentos comerciais onde ele é oferecido como uma atração a parte.
Agora o Pinhão fruto da Araucária é com certeza um dos mais conhecidos da comunidade da Serra Catarinense este mesmo tendo suas árvores matrizes protegidas por lei está fortemente condenado a extinção devido ao processo de incorporação do Pínus uma espécie exótica de pinheiro que é utilizada principalmente na construção civil e fabricação de móveis devido ao seu curto ciclo de produção.

                                                             Berbigão InNatura e Cozido - Foto Google Imagens

Em Lages Santa Catarina existe a mais de 30 anos uma festa destinada a promoção do Pinhão ou seja a Festa Nacional do Pinhão mas mesmo assim não tem sido suficiente para que cada ano tenhamos menos Pinhão para o consumo.
Na minha infância Pinhão era sinônimo de Festa Junina e hoje ele até aparece mas sempre muito menos.

                                                              Pinha e Pinhão In Natura - Fotos: Google Imagens
 O Pinhão tem uma cadeia alimentar bem diversificada que mantém desde espécies únicas de pássaros como a Gralha Azul que se alimenta do Pinhão e ao escondê-los para comer depois acaba contribuindo com a disseminação de sementes, o que segundo informações nem sempre é bem vindo em fazendas onde o Pínus é a prioridade pois ao crescer o Pinheiro (Araucária) teria sua proteção garantida por lei e por isso é quebrado o broto logo que aparece.
Como poderemos ofertar para as próximas gerações um Pastel de Berbigão, um sorvete ou uma cachacinha com Butiá ou mesmo um entrevero  de Pinhão (comida típica da Serra Catarinense) ou mesmo ter Pinhão nas futuras festas juninas se estas espécies vierem a ser extintas em um curto prazo de tempo?
Vamos procurar na medida do possível reverter esse quadro que ao meu ver parece irreversível se atitude alguma for implementada. Eu tenho tentado reproduzir mudas de Butiá que pretendo doar logo  que estiverem em condições de serem replantadas.

Grande abraço a todos. 
Paulo Coelho - Florianópolis, SC 30 de abril de 2016.

21 de abril de 2016

O TRISTE FIM DE UM SONHO DE PEQUENOS EMPREENDEDORES

Por quase 20 anos o Camelódromo Centro Sul foi um local de comércio, onde aproximadamente 150 microempreendedores mantinham suas atividades comerciais quer seja famílias trabalhando ou empregando vagas de trabalho.
Este Camelódromo que no momento está sendo desmontado está situado em uma área de acréscimo da União proveniente do aterro realizado na década de 1970 para a construção da segunda ponte que liga o centro de Florianópolis ao continente, (a Ponte Colombo Machado Salles foi inaugurada em 08 de março de 1975).
Vendo notícias em jornais locais vejo que a Prefeitura de Florianópolis em primeiro momento vai pedir o lugar para fazer um estacionamento gerido pela Comcap, o que ao meu ver é um grande equívoco pois simplesmente não fez nada para preservar praticamente 150 pequenos comércios.
                                                                           Camelódromo Centro Sul Foto> Paulo Coelho
Como pode simplesmente fechar um lugar desses assim como já fizeram com o Direto do Campo que funcionava ao lado e foi demolido em função da mesma solicitação por parte da União da área que tem mais de 32 mil metros quadrados em uma área nobre da cidade?
Qual o destino que vão dar à este lugar, para onde vão todos esses pequenos comércios? Será que toda essa gente vai passar a ser vendedor ambulante nas ruas de Florianópolis sempre preocupados com a fiscalização que a todo momento intervém e muitas vezes até apreendendo os produtos que são ofertados?
                                                             Camelódromo Centro Sul Foto> Paulo Coelho
Realmente é muito triste ver simplesmente vários sonhos serem desfeitos simplesmente porque a União solicitou a área depois de quase vinte anos estabelecidos. Confesso que realmente fiquei muito triste ao passar na frente e ver todo o processo de demolição desse espaço de comércio popular.
Para o nosso prefeito é muito fácil tentar trazer mega projetos para a cidade alegando a vocação turística de Florianópolis, claro que as construtoras devem de ser boas doadoras de campanha e ele deve de privilegiar quem o ajuda a manter em evidência.
Concordo que deve de ser disciplinado os espaços públicos evitando descaracterizações e degradações de áreas que poderiam ser de convívio mútuo. Todo esse espaço fazia parte de um grande projeto de urbanização que foi realizado na década de 1980 e inclusivo foi realizado por um dos maiores paisagistas que tivemos ou seja Roberto Burle Marx e depois foi sendo desmontado para fazer o Ticem e outras obras.
Mas se o espaço já estava ocupado porque não fazer uma integração entre centro popular de consumo com espaço de lazer para toda a comunidade ao invés de desmanchar, reurbanizar e inclusive acrescentar novos pontos de produtos artesanais locais e regionais. Por ser uma área bem grande poderia ser dado um destino mais humana para o local integrando vários setores da cidade, social, convívio e comércio. 
Agora solicitar a área para estacionamento é simplesmente favorecer ainda mais o uso do carro na cidade e dar um certo reforço ao caixa da Comcap que está quebrada financeiramente e a prefeitura não está muito preocupada com isso tendo em vista as várias greves que os funcionários desta empresa tem realizado, (para quem não conhece a Comcap é a empresa responsável pelo recolhimento de lixo e limpeza da cidade).
Na foto abaixo feita pela Associação do Camelódromo Centro Sul para divulgação podemos ver este espaço funcionando plenamente, gerando renda familiar e mantendo o sonho de vários pequenos empreendedores que ali estavam instalados.
Camelódromo Centro Sul foto> Associação Camelódromo Centro Sul
Para encerrar vou deixar aqui o meu protesto, quanto a demolição do Camelódromo Centro Sul, já que sou simpatizante a causa dos pequenos comércios inclusive recentemente fiz um TCC em História sobre o assunto, 
                                                            Camelódromo Centro Sul Foto> Paulo Coelho






20 de março de 2016

PÁSCOA TRADIÇÃO E CHOCOLATES.

Que a Páscoa para o ocidente e principalmente os países de maioria Cristã é uma época que além de muita tradição e fé na crença propagada pelo cristianismo, também é uma data que os comércio e as industrias alimentícias procuram aproveitar o máximo desse momento para realizar bons negócios.
O que era para ser uma época de reflexão para os cristãos acabou se tornando uma data estritamente comercial e todo e qualquer produto ou serviço acaba sendo ofertado com o pretexto de "presente de páscoa" e nesse caso a indústria alimentícia principalmente a indústria do chocolate controlada por megas empresas transnacionais ofertam o chocolate em forma de ovo com preços astronômicos e de apelos mais diversos como temas de filmes de hollywood ou personagens internacionalmente conhecidos.
Não sei exatamente quando e como surgiu a história do "coelhinho da páscoa" e os Ovos de chocolate que são amplamente ofertados pelas grandes redes de supermercados e lojas de departamento inclusive parcelado em até doze vezes o que ao meu ver é um completo absurdo mas como correr contra a apelos tão grandes da mídia para que ninguém fique sem o seu ovo de páscoa?
Recentemente fiz uma pequena pesquisa informal em um supermercado do meu bairro sobre os ovos de páscoa e o mesmo produto em formato de barra de chocolate e pude observar que para um chocolate premium da Nestlé uma barra de 150 gramas custa R$ 3,87 e um ovo com o mesmo chocolate de 350 gramas custa em torno de  R$ 47,00 ou seja se comprarmos 10 barras de chocolate teremos 1,5 kilo de chocolate por R$ 38,70 e se fossemos ter o mesmo peso em formato de ovo de páscoa sairia por mais de R$ 200,00, alguns podem dizer que o prazer de comer um ovo de páscoa é diferente do prazer de comer o chocolate em barras.
Então já que o que importa e o formato então que tal comprar os ovos de páscoa de produtores artesanais ou de cooperativas de produtores artesanais pois isso beneficiaria diretamente a comunidade do seu entorno e ainda pagando um preço mais justo livres os lucros abusivos das grandes indústrias criando renda e prestígio aos pequenos produtores.
Projetos de consumo locais tem sido cada vez mais divulgados pelo mundo todo pois cria um bom ciclo de circulação do dinheiro favorecendo diretamente as comunidades envolvidas.
Sou completamente a favor desse tipo de comércio e sempre que possível procuro utilizar e também divulgar.

 
    Fotos de chocolates extraídas de Google imagens.

Então se realmente você for presentear com chocolates nessa páscoa procure levar em conta formas alternativas de consumo em relação ao que as mídias das grandes indústrias tentam convencer que eles oferecem sempre o melhor produto.
Grande abraço a todos
Paulo Coelho








20 de fevereiro de 2016

MARKETING DE EXPOSIÇÃO COMO OS PEQUENOS COMÉRCIOS ANUNCIAM

Hoje 20 de fevereiro de 2016 circulei por Florianópolis, mais especificamente no entorno da Alfândega e Mercado Público e olhando mais atentamente pude observar que os pequenos comércios, feiras livres e lojas de artesanato tem uma forma bem peculiar de expor seus produtos.
Longe dos nichos arrumadinhos dos Shoppings Centers estes comércios apresentam os seus produtos de forma sobrepostas, ou pendurados mesmo o que torna uma forma diferente que pode parecer até caótica mas cria um ar de informalidade e nostalgia como eram vendidos  e apresentados os produtos nas vendas de nossa infância.
Com formas bem específicas de anunciar os pequenos comércios acabam criando um cenário multicolorido e de fácil visualização dos produtos facilitando a escolha pelo cliente.







Fotos Paulo Coelho e Sandra Coelho: Feira livre, loja de artesanato e produtos de limpeza no centro de Florianópolis.

Nas fotos acima procuro dar um pequeno exemplo de exposição de produtos e acredito que eles mesmo parecendo "bagunçados" acabam criando um belo visual nos estabelecimentos comerciais.
Florianópolis 20/02/2016

Grande abraço a todos.  Paulo Coelho




4 de fevereiro de 2016

CARNAVAL, ALEGRIA E BONS NEGÓCIOS

Eu acredito que o Carnaval possa ser uma das datas mais promissoras para realização de negócios entre os pequenos comércios, logo após a data máxima do comércio que é o Natal.
O carnaval tem várias peculiaridades que não vemos no natal por exemplo é uma festa onde se usa roupas que não são convencionais ou seja praticamente tem que ser comprado algo novo, para usar e são quatro ou mais dias de festa bem longe da noite da ceia ou o almoço do dia seguinte.
Cada cidade tem um carnaval diferente umas usam grandes estruturas de galpões para produção de carros e alegorias para suas apresentações em passarelas do samba, outras tem seu carnaval baseadas em enormes desfiles de trios elétricos e grandes blocos nas ruas das cidades e  ainda tem aquelas que o carnaval ocorre exclusivamente dentro de clubes sociais.
                                                                                   Carnaval de Florianópolis. Foto:Divulgação.  Prefeitura Municipal 

Até aí tudo é mais ou menos parecido, pois o que vale é a alegria ou a forma de se sentir alegre no carnaval, mas uma coisa é certa a quantidade de materiais usados em todas a festas e modalidades do carnaval é um grande mercado de oportunidades para realização de grandes negócios e nesse caso os pequenos comércios por estarem muito próximos ao seu público alvo podem ser o diferencial na comercialização e divulgação dessa grande e tradicional festa que está presente em todos os municípios do Brasil.
É claro que as grandes escolas e as grandes ligas organizadoras do carnaval tem mais poder de compra e podem comprar diretamente dos grandes atacadistas ou mesmo fazer importação direta de suas principais matérias primas mas mesmo assim ainda vai ser no bairro ou na cidade que tudo isso vai ser transformado em objetos que se tornam símbolos dessa grande atividade.
Nos bairros serão utilizados serviços dos mais diversos e com o uso de muita mão de obra local por grandes períodos e é aí que entram os pequenos comércios com sua estrutura simples ou não mas muito próximo do consumidor e produto final. Então apoie e utilize esses serviços pois além de fortalecer a economia do seu bairro ou cidade você que é responsável por organizar, divulgar  e montar eventos carnavalescos procure usar esses serviços pois assim milhares de pessoas terão além de quatro dias muitos mais outros para serem felizes e terem uma vida melhor praticamente o ano todo.
Sempre que possível utilize Fantasias, Trios Elétricos, Sonorização, Decoração, Músicos, Fornecedores de alimentos e mais uma infinidade de outros serviços que os pequenos comércios podem oferecer. Grandes redes varejistas normalmente até vendem mais barato as vezes mais o lucro sempre vai para os investidores de bolsas de valores que vão gastar seus dividendos em outros lugares, enquanto que usando serviços localmente toda a comunidade do seu entorno acaba sendo beneficiada.
Grande abraço e bom carnaval a todos
Paulo Coelho 04/02/2016


22 de janeiro de 2016

FLORIPA CIDADE ÚNICA

Talvez poucas cidades do Brasil tenham tantos atrativos que possam manter uma rede de pequenos comércios ativa o ano todo como Florianópolis, a capital do Estado de Santa Catarina ou simplesmente Floripa como nacionalmente ela é conhecida.
Uma cidade que tem um Centro Histórico ainda bem preservado (poderia estar melhor cuidado), uma grande quantidade de praias belíssimas, um mercado municipal reformado e vários bairros com programações diferenciadas como Sambaqui, Santo Antonio, Lagoa da Conceição, Pântano do Sul, Ribeirão da Ilha, Jurerê e Campeche.
Bons grupos culturais e atividades típicas da Cultura Açoriana que dá para movimentar a cidade o ano todo, um Carnaval razoável na Passarela do Samba e também  público e em locais fechados, uma gastronomia bem diversificada e principalmente baseada em frutos do mar.
Tivemos no ano passado uma Exposição de Arte do pintor Espanhol Miró e este ano teremos uma do pintor Gualdí, isso sem contar os diversos grupos culturais e shows que aqui são realizados anualmente. Já produzimos Cerveja artesanal de boa qualidade o que tem sido um grande mercado para muitas empresas desse tipo.
O que pode ser feito para que Floripa sim se torne uma cidade única? Pois esse é o principal endereço aonde as pessoas pensam e passar férias e também morar, com inúmeras empresas de tecnologia e eventos é bem grande o número de pessoas que trabalham nacionalmente a partir de Floripa.
Acredito que na hora que a cidade se der conta que ela não depende somente do funcionalismo público em todas as suas esferas e procurar criar reais condições de ter um comércio adequado que possa receber bem os que nos visitam e também os que aqui residem teremos sim uma cidade única em termos de oportunidades e negócios.
A Prefeitura de Florianópolis deveria de ser o principal agente de fomento e crescimento da cidade tendo em vista que à ela cabe uma série de responsabilidades que não pode ficar na mão de "cargos de confiança" somente porque são cotas de coligações para eleger pessoas que não estão muito interessadas no destino da cidade.
Podemos sim ver uma cidade com estrutura moderna mas não esquecendo o seu passado, a sua cultura e principalmente a sua gente que é um dos maiores patrimônios de Floripa. Então oportunidade de negócios novos realmente tem bastante em Floripa e a questão é que as pessoas ao criarem um comércio façam uma pequena pesquisa e também se capacitem para tal empreitada.
                                                        Foto: Paulo Coelho - Centro Histórico de Florianópolis Largo da Alfandega

Eu acredito que Floripa cuidando bem de seus recursos naturais possa ser essa cidade, mas para isso vai ter que ter muita conscientização por parte de muita gente e principalmente da Prefeitura e os empresários voltados a construção civil para que façam projetos ambientalmente e ecologicamente sustentáveis.
Grande abraço a todos Paulo Coelho 22 de janeiro de 2016.




12 de janeiro de 2016

MARKETING AS AVESSAS

Hoje a Prefeitura Municipal de Florianópolis realizou uma verdadeira ação de Marketing as Avessas pois em plena temporada de verão e com a cidade repleta de turistas nacionais e estrangeiros simplesmente fechou a foz de um Rio em Canasvieiras, um dos balneários mais visitados da ilha devido ao alto índice de esgoto que nele corria.
Não fazem a fiscalização devida, durante o ano todo e também não investem em estações regionalizadas de tratamento de esgoto o que favorece as ligações clandestinas e com isso fica sobrecarregado todo e qualquer sistema de coleta de esgoto.
A muito tempo que a nossa cidade é negligenciada em questões que poderiam ser resolvidas de uma forma mais prática e ágil porém a tríade Prefeitura, Casan e Fatma não se entendem e fica aquele eterno jogo de empurra para ver quem é o ultimo a não fazer nada.
É uma pena que meses antes do verão os órgãos públicos gastem milhões de reais para atrair visitantes para a cidade o que seria muito bom para toda a cadeia do comércio aqui instalada se beneficiar de um grande fluxo de pessoas que para cá vem conhecer as nossas belezas naturais, porém na pratica não é isso que acontece.
Uma grande variedade de pequenos e médios comércios esperam ansiosamente esse período para poderem faturar um pouco mais mas na prática não é isso que ocorre pois em um ano falta água e chegou se a ver cenas em jornais locais que acabam virando notícia nacional de hóspedes pegando água em baldes na piscina para colocar em vasos sanitários, e nesse ano o problema foi outro mas não muito menos complicado que é o fato de um Rio que desemboca na praia estar completamente contaminado por cloriformes fecais que chegou ao ponto de ser fechado em sua saída para o mar.
Acredito que a nossa cidade ainda vai ter muito do que aprender para realmente ser uma cidade turística em em sua essência;
Grande abraço a todos e que tenhamos uma Floripa melhor.
Paulo Coelho
Foto de Canasvieiras em 12/01/16 Diário  Catarinense - DC