22 de maio de 2016

FRANKLIN CASCAES E A PESCA ARTESANAL

Esta postagem será simplesmente para reverenciar uma das pessoas que eu mais admiro em relação a cultura da terra que escolhi para viver e pertencer.
Ao ver essa foto publicada no Facebook na página Fotos Antigas da Grande Florianópolis, não poderia de aqui não publicá-la.
Franklin Cascaes para mim foi uma grande referência cultural de Florianópolis onde a cultura açoriana se faz muito presente.

                                                             Foto de Franklin Cascaes: Fotos Antigas da Grande Florianópolis (Facebook)

Na imagem não dá para saber com certeza se os peixes escalados são Tainhas ou Anchovas, mas que a imagem é muito bonita e representa a cultura pesqueira e açoriana do nosso estado ou do nosso litoral isso eu não tenho a menor dúvida.
Grande abraço
Paulo Coelho - Florianópolis - SC 22/05/2016.

TAINHA, TRADIÇÃO E BONS NEGÓCIOS

Não é novidade para ninguém que no período de maio a julho todas as expectativas nas praias do litoral de Santa Catarina se voltam para o tema como será a safra da Tainha?
Os pescadores artesanais contam uma série de simpatias para tentar prever se o ano será bom o não e isso vai desde a florada da Aroeira até o aparecimento de algum tipo de formiga isso sem com contar com a presença ou não do Vento Sul ou ventsuli para os de sotaque ilhéo (açoriano) mais carregado.
Quando é avistado um cardume pelos vigias que ficam em elevações estratégicas nas praias é uma correria só para botar as canoas no mar e fazer o cerco aos peixes esse processo ao chegar na praia muitos o chamam de lance mas na realidade os antigos o chamam mesmo é de lanço, puxada de redes com milhares de peixes é sempre um espetáculo muito bonito e os turistas simplesmente entram em transe ao ver um espetáculo de tamanha beleza.
                                                                        Lanço de Tainhas> Foto> www.guarapas.com.br

Hoje domingo dia 22 de maio de 2016 resolvi mudar o cardápio e me dirigi a uma das peixarias do meu bairro ou seja a Costeira do Pirajubaé e pude observar o quanto essa atividade é importante para os pequenos pescadores e também para os pequenos comércios envolvidos como peixarias e restaurantes. 
Tendo em vista que os primeiros dias da safra que são reservados aos pescadores artesanais foram bem generosos com grandes lanços em diversas praias o preço está mais do que acessível e eu pude comprar tainhas já limpas ou limpas na hora por 10,00(dez) reais o quilo o que vem a ser bem em conta em relação a outros tipos de pescado.
Então vamos procurar valorizar os nossos produtos de época e procurar sempre que possível ou por gosto mesmo consumir as nossas tainha ao invés de consumir peixes vindos de diversas partes do mundo em detrimento de uma atividade que está beirando a extinção que é a pesca artesanal.
Moçada bom apetite porque agora vou me inteirar com as minhas tainha para o almoço.
Bom domingo a todos.
Grande abraço.
Paulo Coelho - Florianópolis - SC 22/05/2016

19 de maio de 2016

VENDAS E VENDEIROS O COMÉRCIO DOS PEQUENOS: FRUTAS NATIVAS, MUITO ALÉM DE UMA LEMBRANÇA. UMA A...

VENDAS E VENDEIROS O COMÉRCIO DOS PEQUENOS: FRUTAS NATIVAS, MUITO ALÉM DE UMA LEMBRANÇA. UMA A...: A pouco tempo eu fiz um comentário neste espaço sobre alimentos em extinção e entre eles estavam incluídos o Butiá e o Pinhão e agora para m...

FRUTAS NATIVAS, MUITO ALÉM DE UMA LEMBRANÇA. UMA ATIVIDADE SUSTENTÁVEL.

A pouco tempo eu fiz um comentário neste espaço sobre alimentos em extinção e entre eles estavam incluídos o Butiá e o Pinhão e agora para minha surpresa e contentamento recebo da Embrapa Clima Tropical, uma matéria sobre frutas nativas e não é por acaso que o Butiá e o Pinhão estão lá.
É um texto bem legal e com fotos lindas de frutas da nossa infância como a Gabirova ou Gabiroba como conhecíamos aqui em Floripa a uns bons tempos atrás.
Valorizar as frutas locais e seus ciclos biológicos faz com que consumimos produtos mais saudáveis e também evitamos que qualquer fruta viagem as vezes milhares de quilômetros para chegar na nossa mesa como no casa das frutas que nos chegam diariamente de avião vindas de diversas partes do mundo.
Então consumir localmente também e valorizar a nossa cultura e eu apoio sempre essa forma de consumo.

http://www.cetap.org.br/site/wp-content/uploads/material/frutas_nativas-2015.pdf

Por favor tirem um tempinho para acessar o Link acima pois vale a pena mesmo.
Grande abraço
Paulo Coelho

7 de maio de 2016

Prêmio mundial de agricultura orgânica vai para brasileira de 92 anos

É com um imenso prazer que replico aqui o site da postagem onde uma senhora de 92 anos consegue um prêmio de tamanha importância.
Isso mostra que atitudes positivas geram resultados positivos.

Prêmio mundial de agricultura orgânica vai para brasileira de 92 anos


http://asboasnovas.com/brasil

30 de abril de 2016

COMIDAS TÍPICAS DE SC NA ROTA DA EXTINÇÃO

Cada vez mais eu tenho procurado me interar do recado que os cientistas, biólogos e agrônomos vem dado a muito tempo, e isso é muito grave e vai alterar alguns modos de vida que já vem desde a muito tempo.
Produtos como o Butiá uma espécie de coquinho que dá em uma palmeira muito comum aqui no Sul do Brasil e responsável por uma cadeia grande de pequenos negócios que o utilizam desde para fazer suco, sorvete, geleias, licor e várias outras utilidades como simplesmente colocar na cachaça e deixar envelhecer por um período para depois obter um produto único.(esse eu mesmo faço pois criei um rótulo próprio quando estava na faculdade de História).
  

                                                                            Cacho de Butiá - Foto: Paulo Coelho - Pinheira - Palhoça - SC

O Berbigão uma espécie de molusco que dá em todo o Atlântico Sul mas depende da preservação dos mangues para sua procriação. O Berbigão nas comunidades de cultura açoriana principalmente de Santa Catarina é largamente utilizado na culinária local e principalmente no Pastel de Berbigão tão comum em vários estabelecimentos comerciais onde ele é oferecido como uma atração a parte.
Agora o Pinhão fruto da Araucária é com certeza um dos mais conhecidos da comunidade da Serra Catarinense este mesmo tendo suas árvores matrizes protegidas por lei está fortemente condenado a extinção devido ao processo de incorporação do Pínus uma espécie exótica de pinheiro que é utilizada principalmente na construção civil e fabricação de móveis devido ao seu curto ciclo de produção.

                                                             Berbigão InNatura e Cozido - Foto Google Imagens

Em Lages Santa Catarina existe a mais de 30 anos uma festa destinada a promoção do Pinhão ou seja a Festa Nacional do Pinhão mas mesmo assim não tem sido suficiente para que cada ano tenhamos menos Pinhão para o consumo.
Na minha infância Pinhão era sinônimo de Festa Junina e hoje ele até aparece mas sempre muito menos.

                                                              Pinha e Pinhão In Natura - Fotos: Google Imagens
 O Pinhão tem uma cadeia alimentar bem diversificada que mantém desde espécies únicas de pássaros como a Gralha Azul que se alimenta do Pinhão e ao escondê-los para comer depois acaba contribuindo com a disseminação de sementes, o que segundo informações nem sempre é bem vindo em fazendas onde o Pínus é a prioridade pois ao crescer o Pinheiro (Araucária) teria sua proteção garantida por lei e por isso é quebrado o broto logo que aparece.
Como poderemos ofertar para as próximas gerações um Pastel de Berbigão, um sorvete ou uma cachacinha com Butiá ou mesmo um entrevero  de Pinhão (comida típica da Serra Catarinense) ou mesmo ter Pinhão nas futuras festas juninas se estas espécies vierem a ser extintas em um curto prazo de tempo?
Vamos procurar na medida do possível reverter esse quadro que ao meu ver parece irreversível se atitude alguma for implementada. Eu tenho tentado reproduzir mudas de Butiá que pretendo doar logo  que estiverem em condições de serem replantadas.

Grande abraço a todos. 
Paulo Coelho - Florianópolis, SC 30 de abril de 2016.

21 de abril de 2016

O TRISTE FIM DE UM SONHO DE PEQUENOS EMPREENDEDORES

Por quase 20 anos o Camelódromo Centro Sul foi um local de comércio, onde aproximadamente 150 microempreendedores mantinham suas atividades comerciais quer seja famílias trabalhando ou empregando vagas de trabalho.
Este Camelódromo que no momento está sendo desmontado está situado em uma área de acréscimo da União proveniente do aterro realizado na década de 1970 para a construção da segunda ponte que liga o centro de Florianópolis ao continente, (a Ponte Colombo Machado Salles foi inaugurada em 08 de março de 1975).
Vendo notícias em jornais locais vejo que a Prefeitura de Florianópolis em primeiro momento vai pedir o lugar para fazer um estacionamento gerido pela Comcap, o que ao meu ver é um grande equívoco pois simplesmente não fez nada para preservar praticamente 150 pequenos comércios.
                                                                           Camelódromo Centro Sul Foto> Paulo Coelho
Como pode simplesmente fechar um lugar desses assim como já fizeram com o Direto do Campo que funcionava ao lado e foi demolido em função da mesma solicitação por parte da União da área que tem mais de 32 mil metros quadrados em uma área nobre da cidade?
Qual o destino que vão dar à este lugar, para onde vão todos esses pequenos comércios? Será que toda essa gente vai passar a ser vendedor ambulante nas ruas de Florianópolis sempre preocupados com a fiscalização que a todo momento intervém e muitas vezes até apreendendo os produtos que são ofertados?
                                                             Camelódromo Centro Sul Foto> Paulo Coelho
Realmente é muito triste ver simplesmente vários sonhos serem desfeitos simplesmente porque a União solicitou a área depois de quase vinte anos estabelecidos. Confesso que realmente fiquei muito triste ao passar na frente e ver todo o processo de demolição desse espaço de comércio popular.
Para o nosso prefeito é muito fácil tentar trazer mega projetos para a cidade alegando a vocação turística de Florianópolis, claro que as construtoras devem de ser boas doadoras de campanha e ele deve de privilegiar quem o ajuda a manter em evidência.
Concordo que deve de ser disciplinado os espaços públicos evitando descaracterizações e degradações de áreas que poderiam ser de convívio mútuo. Todo esse espaço fazia parte de um grande projeto de urbanização que foi realizado na década de 1980 e inclusivo foi realizado por um dos maiores paisagistas que tivemos ou seja Roberto Burle Marx e depois foi sendo desmontado para fazer o Ticem e outras obras.
Mas se o espaço já estava ocupado porque não fazer uma integração entre centro popular de consumo com espaço de lazer para toda a comunidade ao invés de desmanchar, reurbanizar e inclusive acrescentar novos pontos de produtos artesanais locais e regionais. Por ser uma área bem grande poderia ser dado um destino mais humana para o local integrando vários setores da cidade, social, convívio e comércio. 
Agora solicitar a área para estacionamento é simplesmente favorecer ainda mais o uso do carro na cidade e dar um certo reforço ao caixa da Comcap que está quebrada financeiramente e a prefeitura não está muito preocupada com isso tendo em vista as várias greves que os funcionários desta empresa tem realizado, (para quem não conhece a Comcap é a empresa responsável pelo recolhimento de lixo e limpeza da cidade).
Na foto abaixo feita pela Associação do Camelódromo Centro Sul para divulgação podemos ver este espaço funcionando plenamente, gerando renda familiar e mantendo o sonho de vários pequenos empreendedores que ali estavam instalados.
Camelódromo Centro Sul foto> Associação Camelódromo Centro Sul
Para encerrar vou deixar aqui o meu protesto, quanto a demolição do Camelódromo Centro Sul, já que sou simpatizante a causa dos pequenos comércios inclusive recentemente fiz um TCC em História sobre o assunto, 
                                                            Camelódromo Centro Sul Foto> Paulo Coelho